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Deputado Cattani repudia discurso de professora da UFMT e pede explicação e providências para Instituição

Em audiência na Câmara, professora atacou pioneiros, produtores rurais e homens brancos do município

19/08/2021 às 16h31
Por: Maikon dallaqua Fonte: ASSESSORIA ALMT
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FOTO: ASSESSORIA
FOTO: ASSESSORIA

O deputado estadual bolsonarista Gilberto Cattani (PSL), usou a tribuna da Assembleia Legislativa, durante sessão ordinária desta quarta-feira (18) para repudiar a fala da professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lélica Lacerda, que em audiência pública ocorrida na Câmara Municipal de Sinop, na semana passada, proferiu ataques entendidos como caluniosos e até racistas aos pioneiros e produtores rurais do município.

“Uma vereadora promoveu uma audiência pública e uma professora, ao subir naquele púlpito, cometeu atos de racismo, calúnia e difamação contra os pioneiros que chegaram naquela região, contra os produtores rurais e todos os comerciantes e pessoas da cidade de Sinop. A audiência foi promovida pela vereadora Graciele Marques dos Santos, do PT. Esta professora, uma servidora pública da UFMT, com um salário de mais de R$ 11 mil, se prestou ao desserviço de ofender a toda população sinopense e mato-grossense”, iniciou o deputado.

“Ao dizer essas palavras esta mulher ofendeu a todos homens brancos de Mato Grosso. Nós não podemos aceitar tal coisa, pois todos os homens são iguais, seja ele branco, amarelo, negro e de qualquer outra raça. Estou mandando um requerimento para UFMT para que nos dê explicações se a instituição tem o conhecimento desta fala e se concorda com isso. Se não, a UFMT pode investigar e aplicar providências cabíveis para esta fala. Além de mandar para UFMT, também solicito que este requerimento seja mandado para a Secretaria de Educação do Estado, para OAB, Ministério Público, para Aprosja, que representa os produtores rurais, para a Famato e para o deputado o deputado Xuxu Dal Molin, presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária da Assembleia Legislativa”, finalizou o parlamentar.

Na audiência em questão, promovida pela vereadora Graciele Marques (PT), que tinha como foco debater um projeto de reforma administrativa, na Câmara Municipal de Sinop, a professora Lélica Lacerda atacou o principal sistema econômico do Estado, que é o agronegócio e classificou o homem branco, morador da região, como o principal responsável pelas crises humanitária, econômica, ética, ambiental e sanitária que existe no mundo, assim como acusou o homem branco de perseguição aos povos indígenas, negros e contra as mulheres.

“Nunca tinha vindo pra Sinop e, no caminho pra cá, fiquei bastante desconcertada de ver como os homens brancos conseguem ser absolutamente incompetentes e não ter autocrítica nenhuma sobre eles, né. Eles constituíram um modo de produção que está acabando com a humanidade, nós estamos numa crise econômica, numa crise política, numa crise ética, numa crise estética, numa crise ambiental, numa crise sanitária. Tudo isso porque o mundo foi submetido ao projeto de meia dúzia de homens brancos que se deram ao direito de submeter a economia global aos interesses girando em torno do seu umbigo”, disse a professora em parte de seu discurso.

“A história de Sinop, gente, significa Sindicato (sic) Imobiliário do Noroeste do Paraná. Sinop é em si o nome do poder colonial que desconsiderou a existência de pessoas nessa terra, indígenas, quilombolas, ribeirinhas”. Porque existe uma compreensão de supremacia racional, a elite branca, capitalista olha para os povos indígenas e o povo negro e os tem como bárbaros, como menos humanos. E, na medida em que o homem branco desumaniza a mulher, coloca a mulher como seu bibelozinho, um animal doméstico para procriação e cuidado das crias, se dá o direito de tratar a natureza como uma coisa quando, na verdade, a natureza tem as suas necessidades para seguir constituindo a própria vida humana”, concluiu.

O discurso não agradou aos moradores de Sinop presentes, que em uma manifestação de descontentamento ficaram de costa para o plenário da Câmara. Além de Cattani, o vereador do município, Adenilson Rocha, também pediu para que a professora respeitasse os cidadãos sinopenses.

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